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O que é Kustom Kulture?

Kustom Kulture é uma cultura que surgiu na década de 1950, esse termo é um neologismo norte-americano derivado das palavras Custom (personalizado) e Culture (cultura), em tradução para o português algo como “cultura da personalização”. A definição do termo é extensa e envolve todas as tendências em arte, veículos, moda e estilo dos adeptos que construíam e dirigiam carros e motos personalizados. Os padrões e estilo da cultura foram de grande importância, influenciando a moda e estilo de vida nos anos 60, sendo fácil identificar a sua presença em diversos produtos.

A ideia é alterar as partes originais das máquinas para encontrar o seu próprio estilo. As motocicletas do estilo cafe racer eram as preferidas para personalização. Basicamente, todo artista que se dedica a pintar, redesenhar e modificar seu veículo está enquadrado na Kustom Kulture. Desde seu aparecimento, a tendência vem se consolidando e forma um verdadeiro movimento.

Foto (Test Pilot Wear)

O próprio nome, Kustom Kulture, é uma referência aos veículos motorizados modificados pelos seus donos para serem únicos e personalizados. Ao invés de Custom Culture aquela turma da Califórnia utilizava um “k” no lugar do “C”. Ainda que não seja 100% automotiva, tem nos carros grande parte de sua identidade.

Os nomes mais populares que deram fama ao movimento são artistas como Von Dutch, construtores de automóveis personalizados como Ed “Big Daddy” Roth e Jeffries Dean, customizadores de lowrider’s como os irmãos Barris (Sam e George Barris), juntamente com os numerosos tatuadores, pintores de automóveis, bandas musicais e programas de televisão e filmes como American Graffiti, Happy Days, The Munsters e The Monkees e outras mídias ajudaram a formar o que é conhecido como Kustom Kulture.

Vários movimentos e subculturas relacionaram-se com a Kustom Kulture ao longo do tempo: skinheads, mods e rockers nos anos 60, os punks nos 70, heavy metal e rockabilly nos 80 e o psychobilly nos anos 90. Cada segmento adicionou suas próprias customizações, ideais e padrões estéticos, fazendo da Kustom Kulture um espaço colaborativo e em constante expansão e transformação. Entre os exemplos de aplicação estão Harley-Davidsons personalizadas, motos Triumph e as Von Dutch Kustom Cycles.

A Kustom Kulture esteve presente em diversos produtos como camisetas, chaveiros, color books, adesivos, cadernos, anéis, bolas de câmbio, brinquedos metálicos, caixas de correios, canetas, card games, posteres, transfers, isqueiro Zippo, latas de lixo, luminárias, esculturas de neon e carros de autorama, conquistando gerações inteiras, das crianças hipnotizadas pelos grotescos desenhos de Roth e seus marmanjos fascinados com os carros e motos radicalmente modificados.

Se hoje vemos programas e mais programas de televisão sobre a modificação de veículos e carros “tunados”, devemos tudo à Kustom Kulture. Parcela decisiva da contracultura sessentista, os ícones criados pelos entusiastas da Kustom Kulture fazem parte do inconsciente coletivo, representando juventude e rebeldia por toda a cultura pop: tatuagens com chamas em degradé, bonés Von Dutch, bolas de bilhar, cartas de baralho, tênis quadriculados, pin-ups roqueiras, pranchas de surfe coloridas, motores aparentes. Para onde você olhar pode encontrar um símbolo dessa vida em alta velocidade, dialogando com rockers, motoqueiros, surfistas e skatistas, topetudos e cabeludos, todos fascinados por um estilo próprio, uma cultura eternamente jovem e imensamente mais interessante que o mundo adulto – a Kustom Kulture é o verdadeiro espírito do rock’n’roll.

O renascimento da Kustom Kulture entre 1990 e 2000 trouxe de volta a arte dessas subculturas norte americanas e faz o uso do termo “Graphics Kustom” para identificar o estilo. Toda essa galera tem raízes na história do automóvel e das motocicletas americanas. Muitos estilos que não teriam tolerado uns aos outros no passado, agora estão juntos em eventos e atividades.

Especialistas em comportamento humano dizem que a moda não é linear, ela é cíclica. Os detalhes variam, mas o consenso geral é que as tendências se repitam a cada 30 ou 40 anos. Levando isto em consideração, não fica difícil entender por que, nos anos 80 e 90, começávamos a viver uma onda retrô.

Assim, o caráter da cultura é, ao mesmo tempo, homogêneo e heterogêneo. Abrigando um grande número de diferentes atitudes sob uma definição comum, a customização acaba promovendo união entre manifestações aparentemente distintas.

A Kustom Kulture nunca morreu – foi evoluindo à medida que novas tribos se juntavam a ela, e uma identidade foi se formando ao longo dos anos. Hoje a cena Kustom Kulture é muito forte – especialmente na última década, quando a comunidade automotiva viu uma ressurgência das pin ups e dos hot rods, que frequentemente aparecem em ilustrações e ensaios fotográficos.

A origem da Kustom Kulture confunde-se com o surgimento dos Hot Rods, carros com motores modificados para aumento de velocidade. Muito mais do que melhorar o desempenho da máquina. Cultura hot rod, assim como a kustom kulture, está ligada ao ato de tornar algo exclusivo, personalizado, e muitas vezes, uma forma pessoal de declaração de rebeldia.

Sejam em veículos, roupas, estilos, tatuagens ou arte em geral, a Kustom Kulture se faz presente nas mais diferentes áreas e é muito importante na atual imagem do estilo de vida ligado à velocidade. A Kustom Kulture é o verdadeiro espírito do rock’n’roll, um espírito presente até hoje que ganha cada vez mais adeptos.

Confira mais sobre a ligação da Kustom Kulture e dos Hot Rods aqui.

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